Pero Coelho se instalou às margens do rio Pirangi (depois batizado rio Siará), onde construiu o Forte de São Tiago, depois destruído por piratas franceses. A esquadra de Pero Coelho teve que enfrentar ainda a revolta dos índios da região que inconformados com a escravidão, destruíram o forte obrigando os europeus a migrarem para a ribeira do rio Jaguaribe. Lá, a esquadra de Pero Coelho construiu o Forte de São Lourenço. Em 1607, uma seca assolou a região e Pero Coelho abandonou a capitania. Em 1612 foi enviado ao Siará o português Martim Soares Moreno, considerado o fundador do Ceará, que também se instalou às margens do Rio Siará (atualmente Barra do Ceará), onde recuperou e ampliou o Forte São Thiago e o batizou de Forte de São Sebastião. Deu-se início a colonização da capitania do Siará, dificultada pela oposição das tribos indígenas e invasões de piratas europeus. No ano de 1637, região foi invadida por holandeses, enviados pelo príncipe Maurício de Nassau, que tomaram o Forte São Sebastião. Anos depois a expedição foi dizimada pelos ataques indígenas. Os holandeses ainda voltaram ao litoral brasileiro em 1649, numa expedição chefiada por Matias Beck e se instalaram nas proximidades do rio Pajéu, no Siará, onde construíram o Forte Schoonenborch. Em 1654, o Schoonenborch foi tomado por portugueses, chefiados por Álvaro de Azevedo Barreto, e o forte foi renomeado de Forte de Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. A sua volta formou-se a segunda vila do Ceará, chamada de vila do Forte ou Fortaleza. A primeira vila reconhecida foi a de Aquiraz. Em 1726, a vila de Fortaleza passou a ser oficialmente a capital do Ceará após disputas com Aquiraz. Ocupação Duas frentes de ocupação atuaram no Siará, a primeira, chamada de sertão-de-fora foi controlada por pernambucanos que vinham do litoral, e a segunda, do sertão-de-dentro, controlada por baianos. Ao longo do tempo o Siará foi sendo ocupado o que impulsionou o surgimento de várias cidades. A pecuária serviu de motor para o povoamento e crescimento da região, transformado o Siará na “Civilização do Couro”. Entre os séculos XVIII e XIX, o comércio do charque alavancou o crescimento econômico da região. Durante esse período, surgiram as cidades de Aracati, principal região comerciária do charque, Sobral, Icó, Acaraú, Camocim e Granja. Outras cidades como Caucaia, Crato, Pacajus, Messejana e Parangaba (as duas últimas bairros de Fortaleza) surgiram a partir da colonização indígena por parte dos jesuítas. A partir de 1680, o Siará passou à condição de capitania subalterna de Pernambuco, desligada do Estado do Maranhão. A região só se tornou administrativamente independente em 1799, quando foi desmembrada de Pernambuco e o cultivo do algodão despontou como uma importante atividade econômica. Às vésperas da Independência do Brasil, em 28 de fevereiro de 1821, o Siará tornou-se uma província e assim permaneceu durante todo o período do Império. Com a Proclamação da República Brasileira, no ano de 1889, a província tornou-se o atual estado do Ceará. Momentos históricos Em 1817, os cearenses, liderados pela família Alencar, apoiaram a Revolução Pernambucana. O movimento, que se restringiu ao município do Cariri, especialmente na cidade do Crato, foi rapidamente sufocado. Em 1824, após a independência, foi a vez dos cearenses das cidades do Crato, Icó e Quixeramobim demonstrarem sua insatisfação com o governo imperial. Assim eles se aderiram aos revoltosos pernambucanos na Confederação do Equador. No século XIX, vários fatos marcaram a história do Ceará, como o fim da escravidão no Estado, em 25 de março de 1884, antes da Lei Áurea, assinada em 1888. O Ceará foi portanto o primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão. Um cearense se destacou nessa época: o jangadeiro Francisco José do Nascimento que se recusou a transportar escravos em sua jangada. José do Nascimento ficou conhecido como Dragão do Mar (atualmente nome de um centro cultural em Fortaleza). Entre 1896 e 1912, o comendador Antônio Pinto Nogueira Accioly governou o Estado de forma autoritária e monolítica. Seu mandato ficou conhecido como a “Política Aciolina” que deu início ao surgimento de diversos movimentos messiânicos, alguns deles liderados por Antônio Conselheiro, Padre Ibiapina, Padre Cícero e o beato Zé Lourenço. Os movimentos foram uma forma que a população encontrou de fugir da miséria a qual se encontrava a região. Foi também nessa época que surgiu o movimento do cangaço, liderado por Lampião. Nos anos 30, cerca de 3 mil pessoas se reuniram, sob a liderança do beato Zé Lourenço, na região no sítio Baixa Danta, em Juazeiro do Norte. O sítio prosperou e desagradou a elite cearense. Em setembro de 1936, a comunidade foi dispersa e o sítio incendiado e bombardeado. O beato e seus seguidores rumaram para uma nova comunidade. Alguns moradores resolveram se vingar e preparam uma emboscada, que culminou num verdadeiro massacre. O episódio ficou conhecido como “Caldeirão”. Nos anos 40, com a Segunda Guerra Mundial, foi montado uma base norte-americana no Ceará mudando os costumes da população, que passou a realizar diversos manifestos contra o nazismo. Também na mesma década, o governo, afim de estimular a migração dos sertanejos para a Amazônia realizou uma intensa propaganda. Esse contingente formou o “Exército da Borracha”, que trabalharam na exploração do látex das seringüeiras. Milhares de cearenses migraram para o Norte e acabaram morrendo no combate entre Estados Unidos e Aliados com os exércitos do Eixo, sem os seringais da Ásia para abastecê-los. |
reposição de aulas
Pais se reúnem com titular da Seduc
Grupo teme a possibilidade de nova paralisação; membros do Fundeb também participaram da reunião
Temerosos com a possibilidade de retomada da greve dos professores da rede estadual, um grupo formado por alunos, pais de alunos e membros do Fundo Nacional de Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) se reuniu, ontem, com a titular da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), Izolda Cela, para entregar um manifesto apelando para os envolvidos com a questão da educação que tomem as medidas necessárias para evitar que os estudantes voltem a ser prejudicados.
Na próxima sexta-feira, às 8h, os professores realizam nova assembleia geral no Ginásio Paulo Sarasate, quando será passado os informes do processo de negociação da proposta do governo e a deflagração ou não de nova greve.
Hoje, o manifesto feito pelos pais dos alunos será entregue para o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, e, amanhã, para representantes do Ministério Público Estadual. "Os estudantes ficaram 63 dias sem aula, às vésperas do Enem, ou seja, já foram prejudicados. Por isso, entendemos que, se essa greve voltar a acontecer, será uma tragédia", denuncia Geraldo Magela, presidente do Conselho Estadual do Fundeb. Ele teme que essas sucessivas greves desmotivem o aluno a voltar para a sala de aula.
O estudante Antônio David Sousa, de 23 anos, que possui paralisia cerebral, também participou da reunião com a secretária. Aluno do 2º ano, da Escola Antonieta Siqueira, disse que foi ouvir um pouco sobre as negociações. "A minha preocupação é com o ano letivo, que está atrasado. Não somos contra os professores, a greve é um direito deles. Queremos que o governo pague a Lei do Piso".
A greve foi deflagrada no dia 1º de agosto. Após 63 dias, os educadores retornaram às salas de aula. Enquanto isso, iniciaram as negociações, e uma nova proposta foi apresentada pelo governo no último dia 4.
Temerosos com a possibilidade de retomada da greve dos professores da rede estadual, um grupo formado por alunos, pais de alunos e membros do Fundo Nacional de Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) se reuniu, ontem, com a titular da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), Izolda Cela, para entregar um manifesto apelando para os envolvidos com a questão da educação que tomem as medidas necessárias para evitar que os estudantes voltem a ser prejudicados.
Na próxima sexta-feira, às 8h, os professores realizam nova assembleia geral no Ginásio Paulo Sarasate, quando será passado os informes do processo de negociação da proposta do governo e a deflagração ou não de nova greve.
Hoje, o manifesto feito pelos pais dos alunos será entregue para o presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc), Anízio Melo, e, amanhã, para representantes do Ministério Público Estadual. "Os estudantes ficaram 63 dias sem aula, às vésperas do Enem, ou seja, já foram prejudicados. Por isso, entendemos que, se essa greve voltar a acontecer, será uma tragédia", denuncia Geraldo Magela, presidente do Conselho Estadual do Fundeb. Ele teme que essas sucessivas greves desmotivem o aluno a voltar para a sala de aula.
O estudante Antônio David Sousa, de 23 anos, que possui paralisia cerebral, também participou da reunião com a secretária. Aluno do 2º ano, da Escola Antonieta Siqueira, disse que foi ouvir um pouco sobre as negociações. "A minha preocupação é com o ano letivo, que está atrasado. Não somos contra os professores, a greve é um direito deles. Queremos que o governo pague a Lei do Piso".
A greve foi deflagrada no dia 1º de agosto. Após 63 dias, os educadores retornaram às salas de aula. Enquanto isso, iniciaram as negociações, e uma nova proposta foi apresentada pelo governo no último dia 4.
Fonte:DN















